Deauville e Trouville, Normandia

Vocês lembram que, há alguns dias, nós fizemos um post sobre uma manifestação em Le Havre contra um encontro do G-8 que aconteceria em Deauville, praia aqui pertinho?

O encontro aconteceu, tudo se deu bem e nada de protestos por lá… Todos os acessos à cidade estavam monitorados, inclusive o mar. Aos arredores do centro onde aconteceu o encontro, nem mesmo moradores da cidade tinham livre-acesso.

Camilla, Zilda e Agnes - Deauville

Camilla, Zilda e Agnes - Deauville

No entanto, quando não está sediando algum encontro de presidentes e líderes mundiais (esse já é o segundo encontro de líderes que a cidade sedia em menos de 1 ano), Deauville é uma cidadezinha pequena, agradável e super famosa pelos seus hotéis de luxos, mansões e, claro, pela própria orla, que é belíssima e enorme. ;)

Agnes, Zilda, Camilla e Luis - Deauville

Agnes, Zilda, Camilla e Luis - Deauville

Nós a visitamos na mesma viagem que fizemos para o Mont Saint-Michel. Saímos de Le Havre, passamos o dia no Mont Saint-Michel, dormimos em Saint-Malo e, no outro dia, visitamos Deauville e Trouville.

Aliás, uma visita à Deauville é acompanhada obrigatoriamente de uma visita à Trouville.

Jardim e Quadras de Tenis na Praia - Trouville

Jardim e Quadras de Tenis na Praia - Trouville

A primeira, famosa e badalada, é considerada a praia mais luxuosa do norte da França. Já Trouville, cidade vizinha e praticamente colada em Deauville, é menos badalada, mas tem um litoral tão belo quanto e também é super aconchegante.

Barzinho em Trouville

Barzinho em Trouville

Em Trouville nós comemos uma sobremesa de morango comum dos domingos franceses chamada “fraisier”. Um pouco cara, pelo tamanho, mas impecavelmente deliciosa!

Uma pela outra, achamos Trouville mais bonita, com mais casas típicas da Normandia e também com uma orla mais natural, preservada. Já Deauville é sem dúvidas muito mais luxuosa, e em termos de hospedagem, seus hotéis (pelo menos aparentemente) são insuperáveis.

De toda forma, são duas cidades/praias indispensáveis de se conhecer para quem quer curtir o melhor da Normandia.

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Um dos pontos turísticos mais visitados na França, o Mont Saint-Michel

Aqui na França, há uma rixa antiga entre bretões (habitantes da Bretanha) e normandos (habitantes da Normandia, onde moramos). E a disputa entre essas duas regiões, por incrível que pareça, não é para ganhar o título de “região francesa aonde mais se chove ao ano”, hehehe…

Na verdade, a rixa é pelo espetacular Mont Saint-Michel (Monte São Michel, em português). Esse monte, que fica exatamente na fronteira entre a Baixa-Normandia e a Bretanha (mas é normando, e não bretão), é um dos pontos turísticos mais visitados na França, acolhendo mais de 3 milhões e meio de turistas por ano (média de quase DEZ MIL visitantes por dia!).

Mont Saint-Michel

Mont Saint-Michel

A história conta que, no ano 709 d.C., o Arcanjo Michel em pessoa (ou espírito? hehe) ordenou ao Bispo de Avranches que construísse uma Igreja no local, e dedicasse-a ao próprio Arcanjo Michel.

Entrada - Mont Saint-Michel

Entrada - Mont Saint-Michel

O que começou com uma pequena Igreja (em 709 d.C!), ao passar dos anos se transformou em uma enorme Abadia (antes do ano 1000 d.C), depois em uma fortaleza militar (durante a guerra dos cem anos – séc. XIV e XV -, o Mont Saint-Michel e sua população sobreviveram a um cerco de mais de 30 anos) e finalmente, como várias grandes construções reais ou religiosas na França, a Abadia acabaria por se transformar em prisão durante a Revolução Francesa e os anos vindouros.

Hoje, totalmente preservado e de volta às origens (voltou a ser um mosteiro), o Mont Saint-Michel, que durante a idade média era considerado, ao lado de Roma e Santiago de Compostela, um dos principais locais de peregrinagem cristã do mundo, está inscritos na lista do patrimônio mundial da UNESCO e vale demais a visita!

História francesa e europeia, cultura cristã, fábulas e mitos… A visita ao Mont Saint-Michel é recheada de experiências surpreendentes.

Para começar, se você for visitá-lo como nós, de carro, tenha cuidado com aonde irá guardá-lo. É que o Monte é uma ilha, ligada à costa apenas por uma pequena e estreita estrada. Checar os horários da maré é recomendável.

Alguém consegue ver o mar?

Alguém consegue ver o mar aííí???

Isso porque a maré nessa região está entre as que mais variam de distância entre marés cheia e seca no MUNDO. Logo, pode ser que você visite o Monte e nem chegue a ver o mar. Ou, por outro lado, pode ser que você visite-o e não tenha aonde estacionar seu carro pois o mar estará cobrindo os únicos locais de estacionamento disponíveis. É algo incrível e inimaginável. :)

A visita ao Monte faz com que você obrigatoriamente visite a Abadia, que é magnífica. Nada de ouro, pedras preciosas…. Mas muita história e cultura que nos fazem mergulhar numa deliciosa viagem ao passado, tudo isso regado por vistas belíssimas!

Rua - Mont Saint-Michel

Rua - Mont Saint-Michel

Fora da Abadia, o Monte tem vários restaurantes e lojas, tudo muito agradável e aconchegante. Mas como ele é uma ilha, não há muitas opções de hospedagem. Para quem quiser ficar na ilha mesmo, normalmente precisa fazer reserva com bastante antecedência.

Jardim do mosteiro - Mont Saint-Michel

Jardim do mosteiro - Mont Saint-Michel

E como nós não tínhamos planejado a viagem com TANTA antecedência assim, e muito menos tínhamos o dinheiro para pagar um quarto em um dos raros hotéis que ficam no Monte mesmo, resolvemos nos hospedar e conhecer uma outra cidade lá pertinho (1h de distância), Saint-Malo.

Essa é uma boa dica. Quem for visitar o Mont Saint-Michel, vale a pena alongar um pouco mais a viagem e ir até Saint-Malo, que fica não mais na Normandia, mas na Bretanha….

Mas Saint-Malo será cena para um próximo post!

Por enquanto, fiquem com as fotos de mais uma joia da França, país surpreendente que nós aprendemos a amar e, confesso, sem muitos esforços! hehe ;)

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Greenwich

No nosso último dia em Londres, resolvemos fazer um passeio na cidade de Greenwich.

Vista do Observatório Real de Greenwich

Vista do Observatório Real de Greenwich

A 10 km ao sul de Londres, essa cidadezinha, cheia de história e berço de reis importantes como Henrique VIII e Elizabeth I, é na verdade mais conhecida por ser o local que determina os horários do mundo todo!

Cada fuso horário corresponde a uma faixa de quinze graus de longitude de largura. O horário de Greenwich (GMT) é o horário-base mundial e serve para estabelecer os demais fusos horários.

Meridiano de Greenwich

O observatório da cidade, que fica no topo de uma montanha inserida em um imenso e belíssimo parque, é de onde sai o meridiano que divide a Terra em Leste e Oste. Hoje, além do monumento que “materializa” o primeiro meridiano, há um “museu” (Observatório Real). À noite, pode-se ver um raio de laser verde cruzando o céu da cidade marcando a exata localização do meridiano.

Além do Observatório e de seu parque, a cidade de Greenwich tem algumas outras atrações. Infelizmente, não tivemos tempo de visitar nada além do monumento do meridiano e do belíssimo campus da Universidade de Greenwich. Mas a cidade é super agradável, muito arborizada e cheia de lojinhas e lindos prédios antigos.

E, como bons turistas, fomos lá aproveitar nossas  últimas horas em terras inglesas e, claro, tirar fotos com um pé no leste e o outro no oeste!

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Fila? Visitando a Abadia de Westminster.

Dando continuidade ao post de ontem sobre o casamento real, vamos hoje mostrar pra vocês a fila (nada básica) que enfrentamos para visitar a Abadia de Westminster ainda decorada, no dia seguinte ao do casamento.

Havia duas filas, uma para pagamento em dinheiro e outra para cartão de crédito. As duas eram enormes!

Fui para o final de uma delas e o Ivens para o começo, para fazer esse filminho vindo lá da entrada até me encontrar,  registrando assim o que foi a nossa longa espera. Ainda bem que valeu a pena! :)

Vejam o filme, está bem legal:

 

As fotos que tiramos, escondidos, de dentro da Abadia de Westminster:

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Casamento real

Como disse no post passado, nós tivemos muita sorte de estar em Londres bem na época do casamento. Eu lembro bem que quando informaram a data do casório, eu pensei: “A gente ainda vai estar aqui pela Europa! É tão pertinho daqui, por que não ir?”. Acabou que nossas férias caíram bem na época certa e sem planejar muito, a gente acabou no casamento real.

Cavalaria Real

Muitos podem achar que é loucura querer fazer turismo logo quando a cidade está lotada. E sim, Londres estava entupida de gente, mas isso não atrapalhou em nada, pelo contrário. Isso fez com que notássemos muito sobre o comportamento dos ingleses. Vou explicar.

Acampamento na porta do palácio

Um milhão de pessoas nas ruas no dia do casamento e nenhum corre-corre, nenhum empurra-empurra, nenhum alvoroço, nada! O que a gente viu foi muita educação, respeito e uma capacidade impressionante de fazer filas! Uma multidão querendo sair de um parque que só possui uma saída minúscula. O que os londrinos fazem? Uma fila. Ou que tal umas 30 pessoas querendo entrar no ônibus ao mesmo tempo. O que eles fazem? Ficam um atrás do outro numa fila perfeitinha! É incrível.

No dia que chegamos em Londres, muitas pessoas já estavam acampadas na frente do Buckingham Palace e em toda a avenida The Mall, onde os noivos e a rainha passaram antes e depois da cerimônia. A imprensa também já estava lá, montada, de plantão para não perder nenhum detalhe.

Bandeiras para a Rainha

Bandeiras para a Rainha

No dia da festa, saímos cedo do albergue para tentar um lugar bom na avenida The Mall, mas os policiais tinham fechado o acesso às proximidades da avenida às 6h da manha. Só ficou lá quem já estava acampando ou quem madrugou, literalmente. Olhando nas filmagens, dá pra ver que não tinha tanta gente assim na avenida, caberia muito mais. Ingleses precavidos! :)

Ingleses no Green Park

Em compensação, foram colocados vários telões gigantes pela cidade para transmitir a cerimônia. Nós acabamos assistindo o casamento no Green Park, que fica ao lado do palácio e da avenida The Mall.

Assistimos tudo entre muitos ingleses patriotas balançando bandeirinhas. Conversando com eles, notamos como eles estavam orgulhosos naquele dia e como eles gostam da família real!

Saída dos noivos

Entrada dos noivos

Quando algum membro da família aparecia no telão, a multidão adorava, gritava e aplaudia. Com uma pequena exceção: quando o Príncipe Charles e a sua esposa apareciam no telão, o silêncio reinava. Perguntamos sobre essa impopularidade à uma senhora que estava do nosso lado e ela disse: “- A gente ama os filhos da Princesa Diana! Já o Príncipe Charles e a sua esposa… como é mesmo o nome dela….”, “- Camilla?” (eu sabia o nome e ela não! hehehehe),  então ela continuou: “- eles não são muito populares por aqui. Você sabe, eles traíram a Princesa Diana e ela era muito amada”. Ela também explicou que, graças à tamanha impopularidade, acredita-se que quando chegar a vez do Príncipe Charles assumir o trono, ele vai abdicá-lo em favor do filho mais velho, o Príncipe William.

Entrada da Abadia de Westminster

No dia seguinte ao casamento, visitamos a Abadia de Westminster. Logo na entrada, lembro que dava pra sentir bem o cheiro das florzinhas brancas usadas na decoração. A abadia ainda estava toda decorada, intacta. Vimos o buquê da noiva deixado no túmulo do soldado desconhecido que fica dentro da própria abadia, como manda a tradição. Tiramos algumas fotos escondidas, mesmo sendo proibido! hehehe

A energia londrina e o clima de festa deram o toque final na nossa viagem. Espero que quando o Príncipe Harry resolver se casar, nós possamos voltar lá! Vamos ficar na espera…

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Londres

Cabine telefônica

Depois de Glasgow, nossa última parada dessas férias foi em Londres! Passamos 5 dias na capital e chegamos à conclusão de que um ano morando lá talvez fosse o suficiente para poder dizer que a conhecemos bem, ou não, sem exageros.

Londres é realmente enorme. A maior cidade da Europa tem muito a oferecer entre museus, parques, teatros, shows, bibliotecas, galerias, cafés, pubs etc.

Seguindo as muitas dicas que recebemos, fizemos o nosso melhor para desdobrar o tempo, conhecer o máximo de pontos turísticos e ao mesmo tempo fazer uma viagem agradável, sem correrias. Tivemos MUITA sorte de estar lá bem no dia do tão esperado casamento real, pois os londrinos estavam em clima de festa, o patriotismo estava no ar, as ruas estavam enfeitadas e haviam bandeiras por toda a parte. Sem falar no casamento em si que merece um post futuro só para ele.

O Parlamento, sede do governo, é o símbolo de Londres juntamente da sua torre do relógio, o Big BenE para quem não sabe (eu mesma não sabia), Big Ben não é o nome do relógio e sim do seu sino principal!

Ruas de Londres

Nós visitamos o parlamento por dentro duas vezes: fomos lá assim que chegamos e descobrimos que existiam visitas guiadas aos sábados. E é claro que nós agendamos a visita (pela internet) e voltamos lá no sábado para aprender bastante sobre política e história.

Qualquer pessoa pode assistir os debates que acontecem no Parlamento, tanto na Câmara dos Comuns, como na luxuosíssima Câmara dos Lords. Nós assistimos a um debate na Câmara dos Comuns sobre impostos, e também um pedacinho na Câmara dos Lords sobre a recente invasão da Líbia.

Dos muitos museus londrinos, visitamos o Imperial War Museum, o British Museum, o Natural History Museum e a National Gallery. Os 4 resumem tudo o que estudamos no colégio sobre: guerras, história, ciências e artes, respectivamente. Todos gratuitos.

O primeiro é dedicado à história das 2 guerras mundiais. É cheio de tanques, submarinos, aviões, simuladores e bombas, tendo inclusive uma bomba atômica idêntica às usadas no Japão.

British museum

O segundo, apesar do nome, é mais mundial do que britânico, com seus objetos gregos, egípcios, romanos e orientais. A parte egípcia foi a que achei mais interessante. Tem tanta coisa lá que nos fez pensar se ainda ficou alguma coisa no Egito. Estão lá muitas múmias e também a Pedra de Roseta.

O Museu de História Natural é indispensável para crianças, pois ele possui esqueletos de dinossauros, fósseis, exibições sobre o corpo humano e muita interatividade. Já na Galeria Nacional, vimos obras famosas de Monet, Da vinci, Rembrandt, Van Gogh, Rafael, Michelangelo… o museu ajuda a entender a história da arte trazendo obras desde o século 13 até o 20.

Mas nem só de museus e de muita aprendizagem se faz uma viagem. As compra$ e os passeio$ gastadore$, ficaram reservados para a Oxford St. e o Picadilly Circus.

Apesar de enorme, Londres não é menos arborizada por isso. Parques, árvores e graminha lá tem de sobra. Fizemos uma boa caminhada pelo Hyde Park, onde vimos o Memorial da Princesa Diana e também o Memorial do Príncipe Albert.

Memorial da Princesa Diana

Não dispensei a oportunidade de tirar uma foto-souvenir na mágica Plataforma 9 3/4 na estação King’s Cross, nem muito menos na Abbey Road ‘igualzinha’ à dos Beatles no disco que leva o nome da rua, de 1969.

London Eye e o museu Madame Tussaud’s estavam na lista, mas ficaram para a próxima graças ao preço exorbitante em libras. Não deu dessa vez! :(

Em compensação, assistimos ao super espetáculo tão recomendado “The Phantom of The Opera” no Her Majesty’s Theatre. E esse sim valeu cada centavo!

No fim da viagem, ficamos com a certeza que Londres é realmente uma cidade incrível tivemos que concordar com o poeta Samuel Johnson: “Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there is in London all that life can afford.” ;)

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Glasgow

Depois de passar alguns dias em Edimburgo, nas Highlands e na Isle of Skye, nossa última parada antes de ir para Londres foi Glasgow, a maior cidade da Escócia.

Glasgow é ao mesmo tempo uma cidade super industrializada, com vários shoppings centers e lojas caríssimas, e cidade universitária.

A tradicionalíssima Universidade de Glasgow é a segunda universidade mais antiga da Escócia e está entre as quatro mais antigas de todos os países de língua inglesa. O prédio principal, no seu estilo neo-gótico, é impressionante e domina a vista do lado oeste da cidade. Dentre alguns nomes que frequentaram seus corredores estão Kelvin (lembram do 0 grau kelvin, o zero absoluto?) e Adam Smith, “o pai da economia moderna” e o maior expoente do liberalismo econômico.

Kelvingrove Art Gallery and Museum

Em frente ao prédio da Universidade e ao belo parque em que o mesmo está inserido está o Kelvingrove Art Gallery and Museum, que tem um ótimo acervo de história natural, de artistas impressionistas e várias belas obras de artistas escoceses. Uma das obras primas de Salvador Dalí – Cristo de São João da Cruz – também faz parte do acervo do museu.

Ainda no lado oeste da cidade, visitamos o Jardim Botânico e o Kibble Palace, que é enorme, muito bonito e tem uma variedade incrível de plantas do mundo todo. Eles têm, inclusive, uma estufa gigante que simula uma floresta tropical, com um ambiente bem quente e super úmido.

Jardim botânico

Em Glasgow, nós fizemos algo que nunca costumamos fazer: pegar os famosos ônibus vermelhos de sightseeing “hop on, hop off” para nos deslocarmos pela cidade. É que Glasgow é grande e suas atrações estão bem espalhadas tanto pelo lado oeste da cidade (mais novo, onde estão a Universidade e museus) como pelo lado leste (antigo, onde está o centro comercial e histórico, a catedral, a praça principal, etc). Além disso, o preço do ônibus era MUITO barato e o ticket lhe dá direito a usá-lo por dois dias! :)

Falando em Catedral, a Catedral de Glasgow é a única catedral na Escócia continental a sobreviver praticamente intacta à reforma religiosa escocesa. Praticamente todas as catedrais medievais escocesas foram total ou parcialmente destruídas na época da reforma com exceção à de Glasgow, que foi salva graças a articulações políticas e financeiras de personagens da época. Seu prédio, gótico, é bonito e vale a visita, que é gratuita.

Catedral de Glasgow

Nos fundos da Catedral, visitamos a chamada “Necrópoles” de Glasgow, que nada mais é que um cemitério em uma pequena serra repleto de jazigos e túmulos grandiosos.

Pertinho da Catedral, fica a George Square (Praça George), principal praça da cidade, rodeada por estátuas de personagens históricos da Escócia e Inglaterra. Na praça, fica também o City Chambers, que tem visitas guiadas super interessantes mas que, infelizmente, estava fechado quando fomos (feriado e depois final de semana).

Glasgow tem uma rua de pedestres recheada de lojas caríssimas, shoppings centers e galerias… Fica pertinho da George Square e se chama Buchanan Street. Passeamos por lá no nosso último dia e aproveitamos para almoçar em um de seus shoppings.

No mais, vimos também uma campanha que virou tradição na cidade: segundo me disseram, há mais ou menos 10 anos existe, toda páscoa, uma “passeata” de motos pela cidade que visa colher fundos para um hospital infantil da região. Tudo começou com alguns grupos de amigos e hoje é um evento enorme, com participantes em suas máquinas de duas, três e as vezes até quatro rodas, desfilando pela cidade.

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